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Política: a arte do second best.

Muitos se deparam com falas de políticos que são diametralmente opostas. Políticos que ontem eram antagônicos hoje em dia se apoiam. Ideias e ideologias que se conflituam e se harmonizam no jogo político de uma forma que parece desafiar a física, aonde duas ideias ocupam o mesmo espaço.

No jogo político poucos, ou quase nenhum, são aqueles que conseguem ser sinceros com seus pensamentos. Muitos se escondem em um grupo que fundamenta e legitima suas ações e ideias. Logo, como uma massa, as ideias se confundem e o indivíduo se confunde com o coletivo.

A sinceridade dita acima é a procura pelo seus objetivos primários, ditos first best. Tais objetivos raramente são factíveis no mundo prático. Exemplo deste fato está presente na vida de todos, reveja suas escolhas, seja profissão, casamento e família e moradia. Sempre foram seus sonhos, ou foram acontecendo, de acordo com a disponibilidade? Geralmente prevalece esta última.

A questão da disponibilidade faz com que escolhamos e persigamos objetivos secundários, aqueles que se adequam a nossa realidade, ditos second best. No jogo político, mesmo participando apenas como eleitores, muitas das vezes lidamos exatamente com essa questão. Não necessariamente o melhor voto vai para aquele que nos agrada, ou se nenhum agrada, a melhor resposta não é anular. 

Devemos então, de forma a maximizar nossos resultados, pensar no que está disponível. A escolha de second best não é menos honrosa. É, na realidade, a sua melhor escolha. Por isso, reveja suas escolhas, e pense se de fato, mesmo sem um candidato de F.B. (first best), você deva anular ou invalidade seu voto.



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