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A falácia do bom governo: efeito halo

Na psicologia efeito halo pode ser entendido como o viés causado pelas primeiras impressões. Ou seja, quando se tem uma primeira impressão nosso sistema cognitivo acaba fazendo com que todas as outras impressões justifiquem seu primeiro julgamento, de forma a que haja coerência na sua opinião. Nada mais justo não é?

Pois bem, sendo assim, analise o seguinte e famoso caso.


Alan: inteligente-esforçado-impulsivo-crítico-obstinado-invejoso

Robert: invejoso-obstinado-crítico-impulsivo-esforçado-inteligente


Qual dos dois indivíduos você teve mais simpatia? Provavelmente Alan. Mas perceba que cada um deles obteve exatamente a mesma qualificação, contudo em ordens diferentes, logo, esse experimento demonstra a efetividade do efeito halo, ou a velha máxima, a primeira impressão é a que fica. Na verdade, as primeiras impressões são as que mais pesam.


Portanto, esse efeito possui uma clara aplicação em vários âmbitos da vida cotidiana, inclusive no julgo de um Governo. Logo, tente reverter essa tendência inerente a nossa condição humana. Não tente se apegar demais aos seus pré-julgamentos. Desconfie de todas as suas predileções e principalmente, analise de forma crítica e reflexiva suas decisões.

Devemos ponderar de forma mais uniforme as características observadas, e mais, em se tratando de Gestão Pública, devemos tomar muito cuidado com as primeiras impressões, pois muitas das vezes são políticas que mascaram intenções e postergam consequências desastrosas. É fácil zerar, por exemplo, o desemprego: basta o governo pagar a qualquer pessoa desempregada para parar de procurar emprego. Primeira impressão: desemprego zero, governo pró-pobre. Consequencia: queda na produtividade, baixa ascensão social, desajuste fiscal e inflação. Mas se as primeiras tem mais peso, as decorrências serão sempre complô da oposição!

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