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Dólar, o que fazer?

A questão que emerge hoje é que irá acontecer amais com o dólar. A divisa americana avançou mais de 100% durante o mandato da presidente Dilma, e, principalmente, no segundo mandato, o receio é que dos antigos R$2,40, o dólar avance para R$4,00 - cenário este mais factível.

Com a tendência de alta do dólar, quem tem necessidade da divisa para um horizonte de no máximo 6 meses, é aconselhável comprar desde já em espécie. Compras em cartão de crédito, são debitadas segundo uma  cotação posterior da compra, e ainda se paga o IOF, logo, são uma opção apenas para eventuais emergências.

O cenário para um horizonte de 1 ano ainda é incerto, pois as olimpíadas trarão um afluxo da divisa, seja pelos turistas, seja pelos investidores estrangeiros para aproveitar a visibilidade mundial do evento. Contudo, a instabilidade política pode pesar negativamente, e fazer com que a divisa continue a se apreciar frente ao real.

No que tange o mercado interno, pode haver uma melhora no consumo interno, devido a demanda menor por produtos importados, e, também, por compras no exterior. Logo, há um cenário de possível melhora, caso a estabilidade nos preços seja de fato perseguida. Contudo, ainda há muita instabilidade sobre a resposta da atividade econômica no segundo semestre de 2015, uma vez que, grande parte dos setores de infra-estrutura, petróleo e gás, estão paralisados com as investigações de corrupção e crimes contra o erário público.

A dica final, então, é comprar a divisa em uma necessidade de curto prazo, e esperar para ver o que irá acontecer no segundo semestre. A minha aposta seria de uma redução para um patamar em torno de 3,10, dado o afluxo promovido pelas olimpíadas e pelo real barato, que irá atrair turistas em potencial.

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