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O Mito do Lucro

Não, o lucro não é ruim. Caso você não seja um invejoso do sucesso alheio. Não ache ruim nenhuma empresa, empresário ter lucro. Desde que não tenha esse lucro de forma ilícita ou, o que é pior, tendo lucro vendendo uma imagem de instituição filantrópica.

Igrejas, ONG's, Fundações e etc, essas sim não devem perseguir nenhum tipo de lucro ou retorno financeiro. E por tal, são protegidas com uma legislação que isenta-as de praticamente qualquer obrigação com o fisco, além de contar com possíveis doações que servirão para que outros contribuintes possam abate-las das suas respectivas obrigações fiscais.

Posto isso, a função única e primeira de qualquer empreendimento é gerar lucro. Ponto. E não há nada de errado nisso. Não se deve fazer qualquer tipo de juízo de valor nessa conduta. As empresas que possuem a finalidade de obter lucro, para tal, contratam pessoas cujas finalidades, muitas, são de prover uma vida melhor para sua família. Logo, empresas lucrativas, geram empregos, e esses empregos sustentam as famílias de seus colaboradores.

Existe, então, uma falácia de que, a empresa que busca o lucro não traduz esse lucro em benefício para a sociedade. E, portanto, na nossa Constituição de 88 existe um princípio, que na minha opinião é extremamente perigoso, a saber: A função social da propriedade privada. Logo, os interesses privados estão, por força de lei, subordinados aos interesses do Estado, que em última instância, representa a sociedade de forma legal. E isso é extremamente maléfico, pois gera insegurança entre os atores do jogo econômico/político.

A empresa que busca o lucro, na verdade, está maximizando o bem-estar da sociedade. Uma vez que, para poder maximizar seu lucro, necessita aumentar sua receita ao ponto que o incremento de sua receita se iguale ao incremento dos custos. Ou seja, produz apenas o que gera ganho para a economia. Não fomenta o desperdício e nem tão pouco a ineficiência. Sem o combate ao desperdício e, portanto, a má utilização de recursos naturais, como se pode garantir a sustentabilidade no uso desses recursos. 

Uma empresa que busca lucro, novamente, estará buscando perpetuar sua operação, e dessarte, não poderá esgotar os recursos que utiliza de maneira irracional. Sendo assim, deverá buscar formas de racionalizar sua produção, otimizando o emprego de recursos cada vez mais escassos para produzir bens que sejam úteis e vitais para a economia.

A busca pelo lucro, então, além de positiva é vital para que se procurem novas tecnologias que ajudem a mudar a matriz de insumos na economia. Logo, sem a busca pelo lucro não há avanço. E se não há avanço, ocorre, mais cedo ou mais tarde, o esgotamento da matriz insumo-produto, gerando um colapso na economia e na sociedade.

Além de todas as ponderações, irão existir grupos que defenderão que, segundo uma lógica Marxista da exploração/alienação do capital, o lucro é derivado último da exploração do proletariado pelo capitalista. Logo, se lucro é sinal que o capitalista é explorado, então, o prejuízo (lucro com sinal negativo) inverterá toda essa lógica. E, portanto, empresas que produzem prejuízos, segundo essa mesma lógica, tem seus capitalistas explorados pelos proletariados.

Mas como coadunar essa lógica com o mundo real, aonde, empresas que geram prejuízos, geram demissões futuras, e, portanto, envolvem seus trabalhadores em muito mais dificuldades do que as que geram lucro? Portanto, não existe exploração. O lucro não é fruto de nenhuma situação de exploração. É fruto último de um investimento que deu certo, gerando emprego, renda, bem-estar, e garantia de auto-sustentação para toda a sociedade.

Busquem o lucro e sejam felizes.

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