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Artigo: Felicidade não se compra (What a wonderful life) e as companhias de seguro

O filme de "A felicidade não se compra"de 1946 relata a vida de um jovem que sonhava em viajar, conhecer o mundo e acabou preso em sua cidade por assumir a vocação do pai, de ter um pequeno banco, que funcionava como um fundo de reservas da cidade. O filme, então é uma belíssima apologia ao gerenciamento do mercado, com ética, moral, fidelidade, mostrando que se pode fazer business sem perder a integridade. Ao passar por uma quase falência, o herói passa por uma crise existencial que quase o fez extirpar a própria vida, e é salvo pela sua clientela (pois acreditavam nele, e sobretudo, eram fiéis), . Ou seja, por sua ética o homem de negócios do filme, bondoso e caridoso se fez salvo pelo seu próprio negócio.

Esse é exatamente a fórmula mágica de um crescimento sólido, investir na ética nas relações, inclusive nas relações "frias" e "cruéis"do mercado. O mercado é feito de gente, e de memória sobre tudo, não se esquecem escândalos facilmente  veja o que aconteceu com a Arthur Andersen (quem!??! rsrs). Isso mesmo se você não lembra é porque ela foi pulverizada por uma fraude de um grupo de funcionários, que simplesmente implodiu os pilares que sustentavam a companhia, a confiança.

As seguradoras têm o papel de suavizar nosso fluxo de caixa, ou seja, nós vendemos a nossa volatilidade para elas, em troca de uma segurança futura. E por isso pagamos um prêmio, prêmio pelo risco que elas assumem. Esse negócio funciona exatamente como a empresa de James Stewart (ator do filme). Servem como um fundo social que garante que em uma dificuldade as famílias tenham aonde recorrer. E sim, isso é um bom negócio, é rentável, e socialmente muito importante.

Ideologias totalitárias tentam vender a ideia de que isso só é possível através de um regime intervencionista,  e de controle social. Ledo engano. Não! O mercado pode nos prover isso, e garantindo a nossa liberdade individual, a medida que percebe que as pessoas são capazes de, por contra própria, cooperarem em busca de seus interesses próprios. E em um mundo com cada vez mais volatilidade e mudanças, não devemos nos opor a elas, pois são inevitáveis. Devemos seguir o que Maquiável predicou sobre a sorte: "Conclui-se, portanto, que, como a sorte varia e os homens permanecem fiéis a seus caminhos, só conseguem ter êxito na medida em que seus procedimentos sejam condizentes com as circunstâncias; quando se opõem a elas, o resultado é infeliz"(O príncipe, pg. 135).


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