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Pró-Pobre?!

O país vive hoje em um contrassenso. A média histórica da variação do índice de gini, desde 1995 - após a estabilização monetária -  é de 0.04 ou 4%. Contudo, em 2012 o recuo foi de apenas 0.01 ou 1%. Ou seja, estamos reduzindo menos a desigualdade. Isso parece um absurdo se levarmos em conta a agenda da presidenta Dilma, que é referendada pelo novo Ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, que foi o grande nome do IPEA durante a gestão atual.

Uma das funções do IPEA é fazer uma crítica interna e avaliar de forma isenta as políticas que vem sendo adotadas. Não me parece que a presidenta Dilma tenha a intenção declarada de piorar a vida dos mais pobres, contudo, é o que vem fazendo.

Sem a austeridade fiscal tão importante para garantir a estabilidade monetária, o país vive um surto inflacionário, que tem um impacto regressivo na renda. Além disso, a política de juros que antes era de diminuição e agora passou a ser de aumento da taxa, onera aqueles que precisam de empréstimos para consumo, novamente, os mais pobres. Para finalizar, o ministro da fazenda, anunciou que haverá aumento dos impostos sobre o consumo. Ou seja, mais impostos indiretos, o que prejudica ainda mais a distribuição de renda no país.

Como dizia o velho ditado, de boas intenções o inferno ta cheio. Além, de apenas boa intenção não bastar, falta censo crítico e capacidade técnica para essa gestão. O país regride a olhos vistos em todos os aspectos. Existe ainda uma tentativa de encampar até o IBGE para que não sejam divulgados os verdadeiros dados sobre a mensuração da inflação.

Analisando uma previsão:

O gráfico de cima é o comportamento do Gini no Brasil de 1976 até 2012. Observa-se que desde 1995 ele vem caindo, contudo, observamos no final da série um arrefecimento desse efeito. A previsão segundo um modelo ARMA é a de que em 2015 ainda estejamos nos 0.5. Ou seja, muito acima da média dos países da OCDE que é de 0.3.

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