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Boas ideias, maus negócios....

Na França existe a possibilidade de se comprar um imóvel a partir do seguinte modelo: uma pessoa oferece uma espécie de aluguel a uma segunda pessoa que é a dona do imóvel, quando essa pessoa deixar o imóvel por qualquer motivo, o imóvel passa a ser do ofertante do contrato.

Os contratos são mais comummente ofertados para pessoas idosas e que não tem herdeiros. Sendo assim, é uma forma de constituir uma renda extra para o dono do imóvel e de garantir que o Estado não irá ficar com o imóvel após a morte do dono.

Contudo, o jornal savannah morning news de 29/12/1995 contou a seguinte história. O sr. Raffray em 1965 ofereceu um contrato a uma mulher de 90 anos de idade cujo nome era Juanne Calment. O contrato oferecia 500 dólares por mês até que ela morresse, a fim de adquirir seu apartamento em Arles, no norte de Marselha, no sul da França (cidade aonde Van Gogh havia morado).

O idoso passa a desfrutar, então, de uma renda mensal do comprador que joga com a possibilidade de obter uma barganha imobiliária, apostando que o proprietário não viverá muito. Com a morte do propietário, o comprador herda o apartamento, independentemente de quanto foi pago. Mas, em dezembro de 1995, Raffray morreu, aos 77 anos, tendo pago mais de 180 mil dólares por um apartamento no qual ele nunca teve a oportunidade de morar.

No mesmo dia, Calment, então a pessoa mais velha do mundo, com 120 anos, jatava coxas de pato, queijo e bolo de chocolate no asilo onde morava, próximo ao apartamento disputado. Além disso, ela não precisa se preocupar em perder sua renda mensal de $ 500. Embora o valor já pago por Rafrray fosse duas vezes o valor atual de mercado do apartamento, sua viúva foi obrigada a continuar enviando o cheque mensal para Calment.

"Na vida, algumas vezes fazemos negócios ruins" (Calment). Imaginem agora se essa moda pega no Brasil....

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