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Mostrando postagens de maio, 2017

O futuro do emprego

Cada vez mais as relações de trabalho mudam. Na realidade, se tomarmos como base uma análise simplificada do que é trabalhar, significa ofertar sua força/capacidade de trabalho, o que envolve cada vez mais capital intelectual e humano para executar tarefas que possuem algum valor para alguém. Entender essa relação como um possível fruto de exploração é no mínimo anacrônico. Em primeiro lugar quando procuramos trabalho, estamos ofertando nossos serviços, e buscando alguém que tenha interesse e capacidade para pagar o valor que pedimos. É um modelo de oferta e demanda, se não é tão simples, é pelo seu comportamento dinâmico. Então os equilíbrios desse modelo podem se alterar com a mudança na dinâmica do mercado. A principal mudança no equilíbrio nas relações de trabalho são a perda da hegemonia do vínculo de trabalho estável, entre trabalhador e empregador, executando tarefas pré acordadas e sendo remuneradas mensalmente. Ou seja,o vínculo de trabalho formal, conforme prescreve

Conjuntura Econômica

A atual situação econômica do país é incerta. Obviamente começar um texto econômico com essa frase é de descabelar qualquer leitor acostumado como o economês nosso de cada dia. No entanto, quando se fala em incerteza é dizer que além da costumeira incerteza habitual de quem vive em uma economia tupiniquim, existe nova(s) chegando. A nova incerteza é o cenário político e econômico do país. Em via de regra, a política tende a atrapalhar a economia, pois busca sempre soluções mirabolantes que tentam tornar o remédio menos amargo. É como colocar adoçante na insípida novalgina. O efeito dessa tentativa é tirar o gosto amargo e também o efeito benéfico do remédio. Mas não foi o caso da atual gestão. A gestão política promovida pelo Governo do presidente Michel Temer foi de longe a melhor gestão dos últimos 10 anos. Comparável apenas a promovida pelo presidente Lula em 2002 que se encerrou no escândalo do mensalão, com a saída de Palocci e sua equipe do ministério da fazenda. Essa nova g

Uma crise anunciada e longe do fim.

Em 2015 o Estado do Rio de Janeiro na véspera de sediar os jogos olímpicos de 2016 anunciava seus problemas financeiros de forma pública. Começava a não pagar fornecedores, e honrar contratos com prestadores de serviços. Alguns anunciavam que tais medidas mostravam que a terceirização dos serviços estatais era a grande responsável pela questão financeira, pois o Estado não conseguia mais pagar os seus fornecedores. Solução - apontada por alguns - delegar tudo a iniciativa pública e fazer novos concursos nas áreas carentes, como saúde e educação. O tempo passou, e em menos de um ano os salários dos servidores já começavam a ser atrasados. Indicando, agora sem nenhuma capacidade de argumentação ideológica, que o problema não é a forma como é provido o serviço público, mas que a capacidade de provimento desse serviço por parte do Gov. do Estado do RJ estava em colapso. O município do Rio de Janeiro, no entanto, mostrava ainda grande capacidade de absorver gastos públicos, recebendo n

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