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Mostrando postagens de setembro, 2015

PIB Monitorado: os sinais da recessão estavam lá

Dizendo que o mercado tem uma visão de curto prazo, e visa exclusivamente o lucro. Logo, por esse pensamento, empresas que demandam grandes investimentos iniciais, e que demorariam a se tornarem rentáveis, não são atrativas para o mercado. Sendo assim, o Estado necessita intervir. Eu discordo dessa argumentação, bastando olhar o comportamento do valor de mercado de empresas como Facebook e Google. Empresas estas que passaram a ter lucro muito tempo depois de serem valorizadas e atingirem patamares bilionários. Logo, o mercado não pode ser tão míope assim, de só enxergar no curto prazo. A falácia nesse argumento do curto-prazismo é simples. Não é o mercado que é míope, são as políticas gerenciais que o são. O mercado é apenas uma média das opiniões gerais sobre as políticas implementadas, e essa média de opiniões se reflete no preço e na tendência. Se a política for boa, o preço sobe, se for ruim, o preço cai, e ponto. Políticas boas são aquelas que, em geral, elevam a pro

Investir em Imóveis com juros altos é um tiro no pé

Durante o primeiro mandato do Governo Dilma, os juros no Brasil tiveram um comportamento ímpar na história desde a estabilização da moeda. A presidente trocou a chefia do Banco Central, sai Meirelles e entra Tombini, e os juros partiram de 12,5% ao ano para 7,5% ao ano, e isso com uma inflação que sempre orbitou o teto da meta de 6,5%. Na prática o país viveu um momento de juros baixíssimos que movimentou todos os setores que dependem fundamentalmente de financiamentos para serem estimulados, como o de bens duráveis - linha branca e carros - e, principalmente, imóveis.  Nenhum outro setor cresceu tanto durante o período de 2011 à 2013. Crescimento este motivado como podemos observar no gráfico abaixo pelo simples fato de que, ficou mais barato comprar do que alugar um imóvel. Basta fazer a diferença entre o custo do financiamento (SELIC) e o custo do imóvel (geralmente 0,6% ao mês do valor do imóvel) O gráfico acima faz um comparativo entre as taxas de retorno dos títul

A importância de uma reforma da previdência que defina direitos e deveres

O sistema de previdência pública é algo recente nas economias mundiais. Seu primeiro programa tem menos de um século de vida. Nos Estados Unidos foi inaugurado no início do ano de 1940, reflexo, dentre outros, da Grande Depressão de 1929, e suas consequências para a população empregada, principalmente, aqueles com idade mais avançada. No Brasil, a implementação da aposentadoria como conhecemos foi gradual, a primeira a vigorar ocorreu em 1888, e era exclusividade para os trabalhadores dos correios. Paulatinamente o sistema de aposentadoria pública passou a se tornar mais amplo, e seu modelo passou a açambarcar os trabalhadores urbanos em 1960, os trabalhadores rurais em 1963, e em 1988 passou a se tornar o principal mecanismo de redistribuição de renda no país, contemplando inclusive pessoas de baixa renda, deficientes físicos, e idosos que não haviam contribuído de maneira formal.  Ou seja, em 1988 houve uma desvinculação total entre a contribuição e a contrapartida de venciment

Explicando a volatilidade do Dólar e, porque não tem-se outra alternativa para resolver essa questão do que uma política de gastos públicos austera e previsível

Friedman foi um dos principais defensores teóricos do sistema de câmbio flutuante. não porque gostava de operar no mercado de câmbio futuro, mas porque sabia que com um sistema de câmbio flutuante se amarravam as outras políticas discricionárias. Uma vez que, dado escolhas ruins de políticas fiscais e monetárias, o câmbio responde, revelando o caráter ineficiente das políticas implementadas. Logo, se o câmbio deprecia é sinal de que as políticas adotadas no país estão em rumo contrário ao que deveria ser feito. Do contrário, quem apostar na depreciação irá perder dinheiro. E se tem uma coisa que é universal é que sendo de direita ou esquerda, ninguém quer perder dinheiro . Logo, nenhum investidor aposta na alta do dólar simplesmente por implicância das políticas do PT. Mas porque sabe que um desajuste fiscal irá promover ou inflação, ou aumento da dívida, o que torna a necessidade de financiamento maior, e com isso, o risco dos títulos da dívida aumentam, reduzindo sua atrativida

Dinheiro do Governo?

Quando se pensa em orçamento público, e principalmente, quando se comenta sobre, deve-se ter muito cuidado com a escolha de palavras, que levam o ignorante concluir coisas que não existem, como por exemplo a existência de dinheiro do governo. Primeiro, o Governo é uma estrutura política que visa três princípios: alocar, redistribuir e estabilizar. Não se incluem aí a produção de riquezas, bens ou serviços. Contudo, é facultado o Governo entrar na parte produtiva, desde que essa decisão seja guiada por um dos 3 princípios aludidos. Para a produção o Governo cria empresas estatais, e desvincula suas operações, caixa e patrimônio ao do Executivo, mais uma vez, porque este último não gera riqueza. Se ele não gera, como consegue promover investimentos, pagar funcionários e financiar o gasto público. Através de impostos . Portanto, o orçamento do Governo é exatamente parte da poupança da população que foi extraída através da coerção para promover as políticas que ele assim determin

Judiciário falar em igualdade?! Socorro!

Me deu um embrulho no estômago observar o recente e crescente avanço do Judiciário no que tange a promoção de igualdades no Brasil. Igualdades essas tão negligenciadas por este mesmo poder no Brasil. A mais recente medida foi a proibição à PM de proceder prisões ilegais nos ônibus oriundos da zona norte/oeste em direção às praias da Zona Sul.  Até aí ok, pensarão muitos. Contudo, as prisões ilegais não precisam ser proibidas, o nome já diz tudo, são ilegais. E ilegalidades cometidas por agentes com poderes conferidos pelo Estado é um sintoma de um judiciário doente e confuso em relação às suas responsabilidades. Ademais, não há no Brasil um poder que gere mais inequidades do que o judiciário, justamente por, em termos positivos, observarmos a prática de dois tipos de leis. Uma para quem é de uma elite e outra para os demais. Essa elite, promovida pelo judiciário, não é aquela que possui bens e recursos privados. Basta olhar o que o judiciário fez no caso do Eike Batista, onde

Lá vem o Brasil descendo a ladeira [x2]

No dia 30 de Junho de 2013 eu escrevi: Analisando o período atual, de 2010 e 2011, observa-se que o Brasil simplesmente, após 2010, declinou sua economia. Perdemos, em termos de crescimento, para a média internacional, para os países do BRIC´s e também, surpreendentemente, para a média da América Latina.  A "nova" desculpa para o fraco rendimento do PIB brasileiro são os reflexos da crise mundial. O governo insiste em afirmar que a culpa do fraco crescimento brasileiro é do cenário internacional, justamente ele, que em 2008 foi capaz de alavancar o Brasil no posto de grande player do mundo, sobretudo, no área de commodities agrícolas e minerais. Bom, ao que parece pouca coisa mudou no discurso econômico. Apenas que a crise internacional atingiu em cheio a economia brasileira. Pouco se fala, no entanto, das causas da crise interna, apenas que é um reflexo do cenário internacional. Algo que não dá nenhum alento aos agentes, uma vez que, se o país pode mergulhar

Soluções Micro: Transporte Público

As grandes cidades necessitam serem pensadas em cima do deslocamento de pessoas. Sua economia e manutenção depende, dentre outras coisas, do fluxo em massa de indivíduos que trabalham, moram, consomem lazer e diversão dentro do seu espaço físico. Logo, o crescimento sustentável de qualquer cidade passa por mobilidade urbana. As pessoas necessitam se deslocar. Caso essa preocupação fosse secundária, estaríamos no universo das pequenas cidades, onde muitos trabalham por conta própria, ou em propriedades rurais de terceiros, mas acabam residindo no seu local de trabalho. Logo, o desenvolvimento econômico, e até mesmo a mobilidade social dependem da mobilidade pois permite aos detentores do trabalho possuam bens que não se confundam com os bens dos seus patrões. Soluções, então, de dormitórios nas empresas, bem como qualquer coisa que ajudaria os trabalhadores a permanecerem no local de trabalho, reduziria o incentivo à acumulação de bens, o que reduz sua liberdade e poder ec

CPMF, Inflação e Imposto de Renda

No texto do dia, 23 de agosto de 2013, expus alguns argumentos á favor da CPMF. Mostrando que, devido ao agravamento do déficit público seriam necessários a criação de outros instrumentos de arrecadação para sanar as contas do governo. Dentre eles, o menos danoso seria o aludido imposto. O argumento de que a CPMF é um imposto progressivo, no entanto, ficou incompleto, deixando margens a algumas questões. Com isso quero fazer um contraponto da CPMF com o único imposto que conhecemos que apregoamos como progressivo que é o Imposto de Renda. Primeiro, o imposto de renda é progressivo pois aumenta sua alíquota em proporção da renda. Contudo, existem mecanismos de desconto em cima da contribuição. Esses mecanismos são a peça fundamental que retira a qualidade da progressividade do imposto - fora a defasagem das suas alíquotas gerando inequidade e aumento da arrecadação via efeito tabela. Conforme a renda aumenta e a contribuição do imposto também, eleva-se as possibilidades do

Medidas Econômicas, CPMF e ajustes...

A despeito de posição ideológica, as medidas anunciadas ontem foram positivas. São e serão necessárias para que o país não entre em uma trajetória ainda mais recessiva e incerta. Em uma situação ideal, tal fato não seria necessário, apenas a boa gestão e o corte de gastos reduziriam o risco de um colapso fiscal. Mas não estamos em uma situação ideal, e nem administrados por um governo ideal. Logo o corte de gastos em cima do funcionalismo público e elevação dos tributos, mormente via CPMF são medidas positivas. O primeiro ponto a ser destacado é que o enxugamento da máquina estatal é uma situação que deve ganhar corpo à medida que os cortes surtirem o efeito desejado. Acabaram os subsídios teóricos dos ilusionistas keynesianos/desenvolvimentistas acreditando que dinheiro é apenas um dígito no sistema bancário. O segundo ponto é que, pela primeira vez quem ditou as cartas foi o ministro Levy e o mercado hoje reagirá positivamente. Haverá uma alta da Bovespa e queda do dólar. I

Grau Especulativo! E agora?

Bom, os mais pessimistas jamais conseguiriam projetar esse cenário em 2010. Em 2014 já se falava sobre, e o mercado passou a antecipar parte desse fato, e, com isso, os preços refletiram esse movimento. O crédito passou a rarear, e com isso, os juros subiram. Pessoas passaram a pensar duas vezes antes de consumir, e empresas a vender menos, e com isso eclodiu o desemprego.  Em um mundo globalizado, o Governo possui mais instrumentos para tornar suas políticas mais eficientes. Porém, essa maior liberdade, também se traduz como maior capacidade para o mal. Quando digo mal, me refiro a má política, a má gestão e, até mesmo, a má índole dos gestores públicos. Confiantes na sua doutrina ideológica, e que o povo aceita tudo em nome da causa - ou melhor aceitam piorar de vida para uma causa que visa melhorar sua vida (soa estranho, eu sei). O governo falacioso do tudo grátis ruiu, junto ruíram também a moral e ética. Os escândalos de corrupção paralisam o país hoje, e irão paralisar

Até quando??

Quando contratamos alguém para trabalhar para nós, pagamos-lhe o que pensamos ser justo. Esse valor "justo" advém do preço que o mercado paga, ou seja, o que as outras pessoas entendem como um valor justo para o tipo de serviço. Esse grupo de pessoas que contrata os serviços diariamente fazem negócios com um outro grupo de pessoas que oferta o serviço, formando assim o preço e quantidade a serem disponibilizadas naquele momento. Essa é a beleza do livre mercado, ofertantes e demandantes de forma livre de coerção fazendo negócios e melhorando sua situação. Quando pensamos em políticos, que podem ser divididos entre administradores e legisladores públicos, além do serviço de ambos serem completamente diferentes do ponto de vista prático, não se tem uma ideia clara de como se definir o valor justo. Penso eu que um chefe executivo de maneira geral deveria perceber uma remuneração bem acima de qualquer legislador, uma vez que, suas ações são positivas e podem ser quantificad

Petrobrás privatizada até 2020.

Sem querer dar uma de Oráculo de Delfos, conhecedor do presente, passado e mormente o futuro, o fato aludido no título deste artigo irá de fato ocorrer com grande probabilidade se os fatos elencados agora ocorrerem:  Fato n1: Troca do comando do executivo. O desgaste do PT e seus aliados é latente. Contudo, ainda não está muito claro qual será o caminho percorrido pelos, outrora, militantes e apoiadores da gestão do PT, e daqueles que, mesmo se identificando ideologicamente, votam contrariamente a legenda, mas, optam por candidatos de outras legendas como PSOL, PSTU, PCdoB, principalmente a primeira. Se a opção majoritária for para a oposição, o turn over será um fenômeno que per se  poderá levar a venda da estatal, dado a sujeira que será exposta quando o tapete for levantado. Fato n2: A iminente bancarrota da Estatal. Os investimentos chaves da petroleira durante o período do Governo Lula 1 e Dilma 2, foram projetados em cenários totalmente avessos aos que hoje vigoram na e

A nova/velha matriz macroeconômica

O desenvolvimento econômico impulsionado por um grupo de políticos e idealistas é uma utopia buscada por vários pensadores, políticos e administradores públicos. Esse pensamento em nada se traduz como novo. Muito pelo contrário, se assemelha ao pensamento paternal, de que se sabe o que é melhor para o filho. Em um sentido mais amplo, o Governo sabe o que é melhor para você e para toda a sociedade. A urbanização e a industrialização do Brasil surgiu por esse pensamento. Depois da república velha, mormente no período Getúlio Vargas, começaram as primeiras políticas de mudança nas estruturas econômicas do país. Não que a intenção seja errada. Mas os caminhos escolhidos trouxeram consequências que, a longo prazo, mostram-se mais prejudiciais do que a própria doença, do assim chamado sub-desenvolvimento.  Se pensarmos em um país que adotou um modelo parecido com a matriz econômica agrária, tão combatida pelos idealistas e políticos, como a Austrália, percebemos que essa matriz não

Pela única medida possível e plausível

Acordei hoje e me veio à cabeça o seguinte discurso da presidente: -Companheiros e companheiras, quero deixar claro que errei em quase todos os passos no que tange as decisões econômicas, e errei mais pela omissão. Me omiti de tomar medidas que acabassem de uma vez por todas com o peso excessivo e inescrupuloso da administração política sobre um povo que hoje sustenta as desandanças da atual gestão. -Com isso em mente, irei anunciar as medidas, que no meu governo, trarão a prosperidade, que se não for econômica, será de espírito e de dignidade. Primeira medida, ficam cancelados a partir de hoje todos os benefícios, que não o subsídio básico, de todos os cargos de executivo, judiciário e legislativo. Contempla-se, então, aqui o cancelamento dos auxílios viagem (classe executiva para viagens internacionais), viagens de retorno para sua cidade nos fins de semana (nenhum trabalhador que se predispôs à trabalhar em outra cidade percebe tal benefício), veículos exclusivos, a

O problema do continuísmo

Historicamente, quando um determinado grupo se perpetua no poder, seus vícios sobressaem-se sobre suas virtudes. Não como manter um mesmo modelo exitoso por muito tempo, ainda mais porque, as pessoas tendem a achar que seu método é o melhor que existe, o que dificulta a evolução institucional, caso um mesmo corpo toque o projeto de maneira ininterrupta. No Brasil tem-se um mesmo grupo no poder há 14 anos. O que isso significa? Que todas as promessas e acordos firmados para que tal fato ocorresse (a manutenção do poder) apagam qualquer boa intenção de governo e de projeto que por ventura possa vir a existir. Na prática o Governo vira um fim e não um meio de melhoria na qualidade de vida da população. A democracia perde a eficácia, e uma minoria acaba suplantando uma maioria cooptada pelo status quo das coisas. Como ninguém quer ficar de fora, mesmo a contra gosto, acabam por se prender a uma situação que a despeito de ser incômoda, já se acostumaram a mesma. O vício do poder d

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