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Mostrando postagens de outubro, 2016

Como facilitar a PEC 241 ou 55

Prezados, só há racionalidade quando há escassez. Sendo a segunda condição necessária mas não suficiente para a primeira. Em virtude desse pensamento, acredito que o trato à coisa pública necessita de seriedade, conhecimento técnico, e vontade política e acreditar no que está sendo feito. Em via de regra, o conhecimento técnico sempre promove assimetrias nos resultados, independentemente de boa vontade, de qualquer lado da coisa pública. A PEC 241 imputa limites constitucionais aos gastos do governo, e não sem razão. O aumento explosivo dos gastos, gerou um rombo de 170 bilhões este ano, e uma trajetória explosiva, ainda não resolvida, na previdência pública, sem contar um descolamento surreal entra os agentes públicos e os privados. Na iniciativa pública, os aumentos salariais ocorreram da ordem de 800% acima do setor privado. Não sem razão. Enquanto o segundo depende do próprio aumento da produtividade, o primeiro depende de uma canetada. Além disso, conforme os gastos do Estad

Eleições de Domingo

Prezados, perdi meu tempo de sexta de manhã para ler as propostas dos candidatos em seus sites oficiais. Obviamente, tais propostas, muitas, dependem de aprovações de leis. Portanto o percentual de apoio na Câmara Municipal tem que ser uma variável importante para se chegar a uma decisão racionalmente acertada. Em comparação com os dois candidatos, 82% apoiam Crivella e 18% Freixo. Logo, em se tratando de propostas que exigem mudanças ou criar leis específicas, Crivella leva vantagem sobre Freixo, por ter uma probabilidade mais crível de efetivar as mudanças. Quando se compara as propostas dos candidatos em setores que realmente importam para a sociedade civil, e que são pertinentes a prefeitura, como saúde e educação, as divergências nos programas aparecem. Educação Crivella defende em um ponto sensível de sua candidatura (pois vai contra aos sindicatos dos professores) (fonte: http://marcelocrivella.com.br/2016/programa-de-governo/): Manter e aprofund

Apresentando meu amigo André

Prezados, tive o prazer de ser professor dessa figura que ao meu ver é uma síntese do Brasil que pode e vai dar certo. Um cara batalhador o qual, enquanto meu aluno, me ensinou mais do que eu ensinei a ele. Pela sua perseverança e gana em aprender e crescer na vida. Deixo uma pequena conversa que tive com ele abaixo, e espero que seja de proveito para muitos que, nos dias atuais, duvidam da sua própria capacidade, e, outros, que possuem fartos recursos mas pouca, ou quase nenhuma, vontade de colocá-los a seu serviço e também da sociedade. (abre aspas) 1 - Conte um pouco sobre quem você é e sua história se vida até parar de estudar a primeira vez Me chamo André Luiz MR Martins, tenho 47 anos, meu pai era mecânico ,e minha mãe costureira, pessoas de pouca instrução, porem trabalhadores. Quando completei meus 15 anos de idade, pedi ao meu pai uma moto de presente, pois meus amigos - filhinhos de papai tinham moto. Meu pai virou e me falou o seguinte: "Eu não quero ve

MP 746: tentativa de mudar a imutável deficiência de ensino

O ensino médio brasileiro hoje padece. Em breve, será mais fácil terminar o 8º ano primário na China ou Coréia do Sul do que o Segundo Grau no Brasil. O ranking do PISA divulga o Brasil no ranking 58, 55 e 59, em matemática, leitura e ciências respectivamente, em um total de 65 países. Para se ter uma ideia da nossa defasagem, 67,1% dos alunos brasileiros com 15 e 16 anos (faixa etária analisada no estudo) estão abaixo do nível 2 em matemática, enquanto que apenas 0,8% dos alunos brasileiros atingiram os níveis 5 e 6 na disciplina, nível de maior complexidade. Em Xangai, na China, primeiro do ranking em matemática, mais da metade dos estudantes (55,4%) integram os níveis 5 e 6. Ou seja, menos de 1% dos nossos alunos consegue concorrer com o estudante representativo de Xangai na China ou na Coréia do Sul. Se você não se alarmou com esses dados, fique tranquilo, você provavelmente será substituído por alguém com censo crítico e capacidade cognitiva melhor que a sua no futuro. Seja

Carreira Pública

No mesmo barco da PEC 241 que visa colocar racionalidade nos gastos públicos, dado que haverá escassez. Vem a ideia de repensar a atuação do estado e dos seus agentes públicos e seu papel na sociedade. A carreira pública, tão almejada por tantos, ao que parece, atrai indivíduos pelos mais variados motivos, mas em todos, a estabilidade é um dos pontos em comum. A estabilidade do serviço público é uma das questões mais difíceis de serem debatidas, dado que mesmo quem está fora do serviço público, mas que quer entrar, não gostaria de ter esse "direito" tolhido. Porém o que visa ser esse direito? A manutenção do seu cargo, depois de passar por um estágio probatório de 24 meses, conforme a lei 8112/91, no qual só perderá seu cargo  "em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou de processo administrativo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa". Em um processo administrativo como podemos definir produtividade, qualidade e competência? Sã

A PEC 241 o que precisamos e o que merecemos...

Primeiramente gostaria de deixar algo bem claro, o ajuste fiscal se faz controlando duas contas básicas, a saber: receitas do governo e despesas do governo. A primeira conta tem a ver com o lado dos tributos, uma vez que o que o governo não produz riquezas que sustentem suas atividades e funções. Logo, ele precisa retirar da economia produtiva parte do excedente sob a forma de tributação. Talvez a forma como o governo brasileiro atualmente faz isso, fosse alvo de uma reforma muito mais produtiva do que a atual PEC 241. Essa peça lança uma restrição sobre como o governo pode aumentar os gastos públicos, e de forma alguma impede aumentos ou retira direitos de setores chaves como educação e saúde, que além de necessários, são pontos de sensibilidade política para qualquer governo. No entanto, o que fica oculto sob o "iceberg" que são as contas públicas, é que apenas uma parcela desse erário se destina a serviços básicos como educação e saúde. Segue as informações do ano

Accountability e o Estado Brasileiro

Se me pedissem para traduzir accountability de maneira didática eu diria o seguinte: é a faculdade que alguém tem de dizer um FODA-SE para outrem em maior ou menor grau a depender do nível de accountability, ou seja, prestação de contas ou responsabilização. Uma relação econômica que não envolve um grau de accountability é uma relação em que impera perigo moral . Ou seja, não há como ter garantias certas da prestação e, principalmente, da qualidade do serviço prestado. Temos uma ideia errônea sobre a importância desses mecanismos e suas implicações no nosso dia a dia. Se todos fossem responsabilizados pelas suas ações e sobre a qualidade das mesmas, teríamos como cobrar os agentes públicos de maneira eficiente. Os casos em que a falta desses mecanismos permitem que em nome de uma dita discricionariedade se cometam os maiores abusos e descasos são incontáveis. Há pouco tempo uma delegada soltou um assaltante de posto de gasolina que teria atirado contra policiais e foi alvejado. Há

CPMF: solução para os Estados.

Solução de curto prazo para barrar a trajetória explosiva da dívida dos  Estados. Principalmente do Estado do RJ que vem atrasando salários e pagamentos de servidores, o que gerará mais dívida no futuro e acrescida de juros.

pec241

Como reduzir juros no Brasil, movimento necessário para a retomada do crescimento, com o endividamento público crescente? Faço esse vídeo para desconstruir a relação de ovo vs. galinha entre juros e endividamento.

Oferta e Demanda com elasticidade

Entendendo o modelo básico de oferta e demanda, excedentes do produtor e consumidor e implicações de tributação e da guerra às drogas.

Desmistificando o "mercado": ForaFome

Pessoal, conheci esses dois rapazes que resolveram empreender no ramo alimentício, fornecendo almoço a preços módicos dentro da UERJ. Conhecendo a estrutura deficiente pela qual hoje a oferta de comida aos estudantes acontece, com filas de no mínimo 30 minutos e preços por refeição de 11 reais (a diferença quem paga é o orçamento do Estado meus caros), resolvi entrevistar os caras para saber melhor sobre seu projeto e também buscar novas formas de repensar a atuação pública em demandas sensíveis aos mais fragilizados. Sem dúvida a garantia alimentar é condição necessária para que o investimento da universidade seja eficiente, afinal, ninguém aprende com fome. Mas será que um bandejão é a melhor opção? Segue a entrevista: Primeiramente gostaria que vocês escrevessem para mim o perfil de vocês, ou seja, nome, profissão, onde moram, estudam, como e quando conheceram a UERJ, qual sua relação com a universidade e qual sua percepção de hoje da mesma. Chamo-me Bruno Strzoda Ambrós

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