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Ineficiência na Gestão da Educação

Em junho eu publiquei  um artigo que apontava na direção contrária do pedido de 10% do PIB para educação. Primeiro porque uma política pública não pode ser atrelada ao PIB e sim a arrecadação, e segundo, porque o montante dos gastos públicos em educação não está aquém dos países que obtém notas e indicadores educacionais muito superiores aos do Brasil, evidenciando que o problema brasileiro é de gestão, como em quase todas as áreas.

Os pesquisadores e funcionários da STN Fabiana Rocha, Janete Duarte, Sérgio Ricardo de Brito Gadelha, Plínio Portela de Oliveira, Luis Felipe Vital Nunes Pereira, corroboraram a minha opinião com o seguinte artigo: É possível atingir as metas para a educação sem aumentar os gastos? Uma análise para os municípios brasileiros. No qual eles mostram que grande parte dos municípios brasileiros obtém verba suficiente para trazer muito mais qualidade educacional.

Utilizando a metodologia de DEA (Data envelopment analysis) que é utilizada de forma bastante para medir graus de eficiência em sistema produtivos, eles chegam a conclusão de que o total desperdiçado pela inapetência do sistema varia entre [40%,47%], dependendo do modelo e das variáveis utilizadas para construir a fronteira eficiente.

Portanto eu comparo nosso sistema público a uma piscina. Ele precisa estar a um certo nível de água, e para enchê-lo faz-se necessários recursos públicos. Contudo, há um furo grande nesta piscina, por onde esses recursos escoam. Para quem acha necessário o aumento de recursos públicos, a proposta é aumentar a injeção de recursos em comparação com a vazão do buraco. Para mim, se faz necessário, antes de mais nada, tapar este buraco, que é uma metáfora para a nossa ineficiência. Sendo assim, cada recurso empregado poderia aumentar o nível da piscina. Caso nada seja feito para melhorar a gestão, este buraco pode até aumentar com a pressão da água, ocasionando um esvaziamento da piscina, mesmo com mais injeção de recursos.

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