Pular para o conteúdo principal

O Mais Médicos na ótica do Modelo Clássico

Talvez o modelo mais elegante e mais conhecido é o modelo Clássico. Modelo este que segue as premissas da microeconomia, onde, até então, macro e micro era uma única coisa. Ele apresenta algumas hipóteses que podem ser questionadas, como:
i) Informação perfeita
ii) Flexibilidade total dos salários

Sendo assim, não há espaço para manobras como ilusão monetária, políticas fiscais visando o curto prazo e etc. Contudo, o modelo clássico não deixa de responder questões importantes, como por exemplo, o que define o nível de produto e emprego em uma economia.

Bom, essas questões são respondidas por duas variáveis, dotação de fatores de produção e produtividade marginal do trabalho. O salário nominal pouco importa, com isso, o nível de preços não afeta a produção, o que torna a curva de oferta vertical.

Mas aí você pergunta, o que isso tem a ver com o mais médicos? Bom, o mais médicos aumenta a dotação de trabalho, sendo assim, há queda no salário real, permitindo uma expansão do produto com mais gente trabalhando. Ué, então por que toda essa revolta? Bom, a revolta consiste na perda do salário real de quem já estava empregado, ou de quem simplesmente utiliza de outros argumentos de caráter ideológico.

Sendo assim, um economista que se defina liberal jamais poderá ir contra ao que prediz o modelo Clássico, e portanto, deve apoiar a iniciativa do governo. Queria eu que isso se expandisse para todos os setores, o que poderia inclusive incentivar ganhos de produtividade com o aumento da concorrência.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Bolsonaro lança perfume. Mas o cheiro é da prisão. #bolsonaro #preso #st...

Bolsonaro disperdiçou a maior chance de um presidente eleito, ao não mostrar uma das poucas vantagens comparativas do Brasil, que é a vacinação, graças a política da vacina obrigatória de Osvaldo Cruz que inaugurou o séc. XX no Brasil, com a primeira e única revolta popular em terras da capital. Depois, para ter como dormir, demitiu e exonerou todos que ficaram contra a sua política, e foi fechando seu governo com puxa-sacos e pessoas sem escrúpulos próprios. Estas, são sempre os fisiologistas e com um senso de auto-proteção aguçado (traídores estão nesse grupo). Não deu outra, ao serem questionados pela PF, seu primeiro escalão abriu o bico como um sabiá na bananeira. E a banana?! vem comigo que te conto rs. disclaimer: tubnail gerada por ai com o prompt "jair bolsonaro no pé de banana com um passarinho em sua mão, cantando com a frase: ai ai ai ai, tá chegando a hora..."

Porte de Armas: equilíbrio pareto ineficiente

A segunda emenda americana data de 1791, ou seja, final do século 18. Nessa data, as armas existentes não passavam de 1 tiro por vez. A invenção do revolver ocorreu em 1836 por Samuel Colt. Logo, a ideia do uso de armas para proteção e utilização para fins recreativos se deu em um contexto muito diferente do atual, onde armas como metralhadoras automáticas, permitem facilmente mais de 100 disparos com uma única arma sem a necessidade de recarregar. As armas são um importante instrumento de auto-defesa. Principalmente em um contexto no qual a segurança e a vida das pessoas estão à mercê de sociopatas e criminosos. Contudo, as armas que são utilizadas para a defesa à vida, podem ser utilizadas para ceifá-la. Para se ter uma ideia, olhe em baixo o perfil de armamentos que existiam na época da liberação das armas e analise e compare com os padrões de armamentos modernos. As duas imagens mostram um contexto totalmente desconexo um do outro. Enquanto que um indivíduo armado...

Abaixo ao preço da gasolina e pela liberação da maconha

Tenho visto dois movimentos que vão de encontro ao que proponho no título deste artigo. Em um país que apresenta dimensões continentais a gasolina consegue ser mais barata no Ceará, que não é centro produtor, do que no Rio de Janeiro, que também é mais alta do que em Piauí, Paraíba e Pernambuco. Ainda dizem que os preços são os grandes vilões da Petrobrás. Na realidade a Petrobrás é o grande vilão dos preços. Ela possui monopólio da produção, do refino, da venda, e agora, paulatinamente vai conquistando cada vez mais espaço na distribuição de gasolina. Mas calma gente, é pelo bem do Brasil! Mais da metade do preço da gasolina é de impostos. 84.0% para ser preciso! E ainda querem aumentar o preço pelo bem da nossa Estatal Mãe. Na realidade, nenhuma mãe que se preze iria ficar quieta se o seu leite fosse taxado de forma tão alta, e seus filhinhos!! Mas, no caso do Brasil, precisamos parar de enxergar a Petrobrás como se fosse um patrimônio particular nosso ou da nação, ela é um...

Marcadores