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Soft Power

A velha diplomacia brasileira tem deixado a desejar no que toca aos acontecimentos pós Junho, políticos acostumados a fazerem na vida pública "o que fazem na privada" estão sem chão. A última nova é a ocupação, mais do que justa, da Alerj motivada pela nada discreta concessão da presidência da CPI dos ônibus para o vereador Chiquinho Brazão, este que nem sequer votou à favor da implementação da mesma, um verdadeiro despropósito.

Crentes que ainda estão na Velha República, os donos do poder agora assistem passivamente a ocupação e se queixam dos manifestantes. Bom, se eu pudesse, eu mesmo estaria ali, mas para colocar fogo em uma casa que permite tal conduta, e ainda acredita ser democrática. Já pensou, um time poder escolher o juiz da partida, ao perder na primeira rodada? Se não funciona no futebol, não iria funcionar em uma política cansada e amassada pelo soft power do dinheiro de empresários que chamam de "custo Brasil" o valor das vultuosas propinas que precisam pagar para vencer as licitações. Veja o antigo, porém, recém descoberto caso da Siemens.

O vereador Eliomar Coelho terá que atuar em uma CPI aonde os outros quatro membros votaram contra a sua implementação, e tão pouco devem saber qualquer coisa sobre o assunto fora o quanto perderão se a CPI investigar os esquemas que, por tão protegidos, devem revelar monstros piores do que o do metrô de SP.

Esse soft power que utiliza de uma pressão que não pode ser coercitiva e nem coativa, mas, com dinheiro no bolso amigo, quem precisa de violência?! Está na hora de mudar a página desta política, a começar pelos eleitores. Sugiro como medida o fim do voto obrigatório, pois, quem não quer ter trabalho para votar decentemente, que pelo menos ganhe o Domingo e, quem sabe, a Segunda-Feira livre. Como medida política, instituiria um feriado depois das eleições, apenas para quem não quer votar.... 

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